Philos #4

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Descrição

Um editorial necessita criar uma linguagem capaz de expressar as suas desmesuras interiores. A Revista Philos se reinaugura em 2020 para falar de uma cultura única, diferentemente igual. Somos a revista das latinidades, das pessoas e dos povos.

Os nossos anseios de multiplicidade e expansão das artes e da literatura navegaram por entre mares distantes e levaram-nos ao reconhecimento de instituições acadêmias. Em 2019 fomos indexados pelo LATINDEX como revista de divulgação científica e cultural.

Acreditamos que uma latinidade ativa encoraja o intercâmbio entre pessoas e favorece o diálogo sobre nossas origens comuns, permitindo o reconhecimento de nossas perspectivas neolatinas na contemporaneidade. O presente dos povos originários, a preservação da tradição e a construção coletiva de meios de expressão cultural indígena são pautas do projeto Guaraní, com curadoria de Martín Tonalmeyotl; e que apresenta nesta edição poemas de Isaac Esau Carrillo Can, um dos maiores poetas de língua maia da atualidade. Em parceria com a Secretaria-Geral Ibero-Americana, a SEGIB, fomentaremos ao longo desse ano editorial a publicação de textos de crianças indígenas sul-americanas atendidas pelo programa IberCultura Viva. Temos o orgulho de fomentar o diálogo entre pessoas, desenvolvendo o senso crítico e aperfeiçoando o exercício da cidadania.

Nesta edição de janeiro-fevereiro, a crítica de arte congolesa, Lisette Lagnado, escreve sobre a insubordinação do gesto artístico na obra do argentino León Ferrari. A professora Maria Angélica Melendi de Biasizzo conta a história das latinidades, enquanto Faride Mereb [Venezuela] e Juan Arabia [Argentina] apresentam traduções de poemas inéditos de Miyó Vestrini, Ezra Pound e Rimbaud.

A migração africana para a Europa é tema do ensaio fotográfico “Clandestinos”, do antropólogo sueco, Christian Vium. Ainda sobre a temática, Stefania Chiarelli fala sobre as cartografias da diferença e as imagens de alteridade. Na edição impressa #4, trazemos também uma mostra comovente de poemas de migrantes centro-americanos dias antes de atravessarem a fronteira do México com os Estados Unidos. No especial «A intimidade da Imagem», fotografias de Anna Turbau falam sobre trabalho, gênero, raça e coesão social, temas da edição.

Jarid Arraes, Vagner Amaro e Fragata de Morais, estreiam a seção Lusofonias, que traz o melhor da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP. Lucia Chataignier fala sobre os corpos insurgentes [tema da Philos 20/20] e, de Coimbra, Lu Lessa Ventarola apresenta um ensaio acerca da hospitalidade. Myriam Campello escreve um conto sobre o Panamá no especial Nosotros, projeto com curadoria de Kátia Gerlach.

Vencedora do Globo de Ouro, a atriz norueguesa Liv Ullmann, escreve sobre os espelhos na obra cinematográfica de Bergman, em um artigo em parceria com a Ingmar Bergman Foundation, da Suécia. As questões da lesbianidade são pautadas pela premiada escritora Cristina Judar e as margens são colocadas no centro da discussão em um artigo de Marina Sereno e Michelle Pastorini acerca da literatura e da psicanálise. De Oxford, Tatiana Faia fala sobre o passado e o futuro das línguas neolatinas.